
A importância da amamentação para diversos aspectos da saúde das crianças continua sendo comprovada por muitas frentes científicas, como a Odontologia. A necessidade de ampliar o conhecimento sobre a influência do aleitamento materno na saúde bucal da criança motivou a realização do estudo ‘Associação entre tempo de aleitamento materno, hábitos de sucção não nutritiva e deglutição em pré-escolares’, com artigo científico publicado na Revista Odontológica do Brasil Central (Robrac). Ele mostrou que crianças que receberam aleitamento por mais tempo tiveram menor prevalência de sucção de chupeta e/ou dedo. O estudo é parte de um projeto mais amplo acerca da prevalência da maloclusão e fatores associados em pré-escolares atendidos por Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) em Goiânia, coordenado pela doutora Marina Batista Borges Pereira, cirurgiã dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), de Goiânia. O objetivo foi investigar dois fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de maloclusão na dentição decídua: hábitos de sucção não nutritiva (chupeta e dedo) e deglutição atípica.
O estudo foi do tipo epidemiológico transversal, realizado em CMEIs de Goiânia, com dados coletados por meio de exame clínico de crianças com 4 e 5 anos de idade e entrevista com seus pais. Ele constituiu um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de graduação da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Goiás (FO/UFG) em 2012, sob orientação da professora Maria do Carmo Matias Freire, titular da universidade. As variáveis analisadas foram relativas à deglutição e hábitos de sucção não nutritiva, duração do aleitamento materno, dados demográficos da criança e condição socioeconômica das famílias, história médica pré-natal, uso de mamadeira e visita ao dentista alguma vez na vida.
Maria do Carmo lembra que a importância do aleitamento para a saúde geral da criança e da mãe têm sido demonstrada em vários estudos. Contudo, segundo ela, a evidência disponível até o momento acerca da influência da duração do aleitamento na sucção não nutritiva e na deglutição atípica é escassa e apresenta limitações metodológicas. A maioria dos estudos é baseada em análises bivariadas, ou seja, análises estatísticas que consideram apenas a relação entre duas variáveis, sem incluir outros fatores que podem interferir nesta relação. “Neste estudo, foi realizada análise de regressão multivariada, proporcionando evidência com melhor qualidade em comparação com os anteriores”, explica.
Conclusão
A principal conclusão do estudo foi que a duração do aleitamento materno está associada à presença dos hábitos de sucção não nutritiva (chupeta e dedo) em crianças pré-escolares, independente das características sociodemográficas e outros fatores relacionados à saúde das crianças. “Ou seja, aquelas crianças que receberam aleitamento por mais tempo tiveram menor prevalência de sucção de chupeta ou dedo. Não houve associação significativa entre duração do aleitamento e deglutição”, ressalta a professora.
Segundo ela, os resultados confirmam o papel do aleitamento materno na saúde da criança, pois o efeito deste tipo de procedimento na prevenção da cárie dentária em crianças já é conhecido. Para ela, estes resultados, em conjunto, podem contribuir para embasar as políticas públicas de alimentação, nutrição e de saúde bucal no País. “Os cirurgiões-dentistas e os técnicos de saúde bucal, assim como os demais trabalhadores da saúde, têm um papel fundamental na promoção do aleitamento materno, devendo incentivá-lo exclusivo nos seis primeiros meses de vida do bebê e estendendo até os dois anos de idade, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde”, recomenda Maria do Carmo.
Além da professora Maria do Carmo, também participaram do estudo a doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da UFG, Marina Batista Borges Pereira; a aluna de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Faculdade de Odontologia da UFG, Aline de Paula Ferreira; a cirurgiã-dentista graduada pela Faculdade de Odontologia da UFG, Naiara Cristina da Silva Bastos; a professora adjunta da Faculdade de Medicina da UFG, Julianne Freitas Pacheco; e a fonoaudióloga graduada pela PUC Goiás, Mirela Dela Libera Duarte.
O estudo foi do tipo epidemiológico transversal, realizado em CMEIs de Goiânia, com dados coletados por meio de exame clínico de crianças com 4 e 5 anos de idade e entrevista com seus pais. Ele constituiu um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de graduação da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Goiás (FO/UFG) em 2012, sob orientação da professora Maria do Carmo Matias Freire, titular da universidade. As variáveis analisadas foram relativas à deglutição e hábitos de sucção não nutritiva, duração do aleitamento materno, dados demográficos da criança e condição socioeconômica das famílias, história médica pré-natal, uso de mamadeira e visita ao dentista alguma vez na vida.
Maria do Carmo lembra que a importância do aleitamento para a saúde geral da criança e da mãe têm sido demonstrada em vários estudos. Contudo, segundo ela, a evidência disponível até o momento acerca da influência da duração do aleitamento na sucção não nutritiva e na deglutição atípica é escassa e apresenta limitações metodológicas. A maioria dos estudos é baseada em análises bivariadas, ou seja, análises estatísticas que consideram apenas a relação entre duas variáveis, sem incluir outros fatores que podem interferir nesta relação. “Neste estudo, foi realizada análise de regressão multivariada, proporcionando evidência com melhor qualidade em comparação com os anteriores”, explica.
Conclusão
A principal conclusão do estudo foi que a duração do aleitamento materno está associada à presença dos hábitos de sucção não nutritiva (chupeta e dedo) em crianças pré-escolares, independente das características sociodemográficas e outros fatores relacionados à saúde das crianças. “Ou seja, aquelas crianças que receberam aleitamento por mais tempo tiveram menor prevalência de sucção de chupeta ou dedo. Não houve associação significativa entre duração do aleitamento e deglutição”, ressalta a professora.
Segundo ela, os resultados confirmam o papel do aleitamento materno na saúde da criança, pois o efeito deste tipo de procedimento na prevenção da cárie dentária em crianças já é conhecido. Para ela, estes resultados, em conjunto, podem contribuir para embasar as políticas públicas de alimentação, nutrição e de saúde bucal no País. “Os cirurgiões-dentistas e os técnicos de saúde bucal, assim como os demais trabalhadores da saúde, têm um papel fundamental na promoção do aleitamento materno, devendo incentivá-lo exclusivo nos seis primeiros meses de vida do bebê e estendendo até os dois anos de idade, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde”, recomenda Maria do Carmo.
Além da professora Maria do Carmo, também participaram do estudo a doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da UFG, Marina Batista Borges Pereira; a aluna de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Faculdade de Odontologia da UFG, Aline de Paula Ferreira; a cirurgiã-dentista graduada pela Faculdade de Odontologia da UFG, Naiara Cristina da Silva Bastos; a professora adjunta da Faculdade de Medicina da UFG, Julianne Freitas Pacheco; e a fonoaudióloga graduada pela PUC Goiás, Mirela Dela Libera Duarte.
Fonte: Revista Odonto nº 40 / Ver original


