Mergulho que renova as energias

26 junho 2019

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As águas profundas se tornaram um refúgio de paz e beleza, onde a odontopediatra e ortodontista Vera Regina Leão renova suas energias para o trabalho cotidiano. Ela é adepta do mergulho desde 2011. Hoje, as viagens que Vera faz para descansar, seja para dentro ou fora do Brasil, sempre incluem destinos relacionados à prática do esporte, seja em lagos ou em qualquer um dos oceanos pelo mundo, mais especificamente, nas profundezas deles. Tudo começou quando ela fez um curso de mergulho em Brasília, no Lago Paranoá, por influência de amigos que eram instrutores e, de repente, o esporte se tornou a paixão da dentista. Vera sempre foi adepta da natureza. Mas, antes desta experiência, ela garante que nunca havia pensado em fazer mergulho, apesar de já ter cogitado estudar Biologia Marinha, pois sempre gostou muito do mar. “Gosto muito da sensação de liberdade e desafio que ele me proporciona”, ressalta.
Hoje, a odontopediatra mergulha sempre que viaja para o litoral e alguns lagos. “As viagens têm que incluir mergulho”, afirma, categórica. Vera conta que já foi para lugares como o Egito, onde mergulhou no Mar Vermelho, para as Ilhas Galápagos, no Equador, Ilhas Cocos, na Costa Rica, para o Caribe e a África do Sul. No Brasil, entre seus lugares preferidos, estão Fernando de Noronha e Recife. Em viagens mais próximas, ela às vezes vai treinar no Lago Paranoá ou até no município de Mara Rosa, no Norte de Goiás, onde uma mina desativada foi alagada, gerando um lago com 50 metros de profundidade.
Segurança
As férias acontecem de duas a três vezes por ano. Como não existem muitas opções em Goiás, Vera não consegue praticar sua grande paixão com mais regularidade, como gostaria. “Só não vou mais vezes porque não é possível”, justifica. Além disso, este é um esporte caro, que exige um certo investimento. “Como os equipamentos são caros, exigem uma manutenção constante para que não necessitem ser trocados e, principalmente, por uma questão de segurança ao usá-los”, explica.
A dentista conta que a preparação para o mergulho começa desde a organização da viagem, quando é preciso reunir todos os equipamentos necessários para a prática do esporte com segurança. Uma das maiores preocupações é com o regulador, que conecta o mergulhador ao cilindro. “Se ele travar e não tiver ninguém por perto para ajudar, pode provocar um acidente grave”, adverte.
Outra grande recompensa proporcionada pelo esporte é o grande número de amizades que ela já fez nestes oito anos de mergulho. “Sempre viajo com grupos de pessoas que já conheço, mas acabo fazendo novas amizades durante a viagem. Já conheço gente do mundo inteiro”, destaca. Agora, Vera resolveu ir mais além na paixão pelo esporte e está fazendo um curso de mergulho para resgate. Outro projeto é fazer também um curso de mergulho em cavernas. “É muito boa a sensação de isolamento, poder ouvir sua própria respiração no fundo d’água”, justifica.

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O fundo do mar abriga animais fantásticos e proporciona experiências pouco usuais com essas grandes feras

Rotina
A dentista conta que ainda concilia a rotina diária de trabalho, em período integral, com a prática de outros esportes que garantem um bom condicionamento físico, essencial para a realização do mergulho em águas profundas, que exige muito do corpo. Além de treinar diariamente em uma academia, ela ainda faz pilates duas vezes por semana. “Os equipamentos são muito pesados e a atividade do mergulho demanda muito gasto energético e um bom controle sobre a respiração”, explica Vera.
Hoje, é ela quem leva os amigos para a prática do mergulho. No próximo réveillon, a dentista já tem mais uma viagem programada para o México, ou mais especificamente, como não poderia deixar de ser, para o mar mexicano. Em janeiro, ela visitará as Ilhas Revillagigedo, um esparso e isolado arquipélago de quatro ilhas vulcânicas, no Oceano Pacífico, pertencentes ao México. “Passaremos uma semana em um barco, praticando mergulho o dia todo”, destaca. Vera lembra que já fez viagens parecidas, como no Mar Vermelho, onde também ficou uma semana embarcada, e na Costa Rica, onde permaneceu por 10 dias no mar. “A vista é simplesmente maravilhosa. São experiências inesquecíveis”, garante.
Para quem se interessa pelo mergulho, mas ainda não teve esta experiência, ela informa que Goiânia já conta com uma escola do esporte, chamada Mundo Sub, localizada no Setor Jaó, que oferece cursos por hora, com horários flexíveis. Na escola, o aluno aprende desde as noções básicas de mergulho, podendo chegar até a um nível mais avançado.
Com 43 anos de idade e formada em Odontologia há 20 anos, Vera Leão conta que o trabalho com crianças é outra grande paixão que ela coloca em prática na rotina profissional de seu consultório. “Trabalhei na Associação Pestalozzi por oito anos e, desde então, lido muito bem com as crianças. Para mim, é muito natural atendê-las. Me sinto muito bem”, diz a odontopediatra e mergulhadora.
Fonte: Revista Odonto nº 40

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